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sábado, 17 de janeiro de 2009

Esse lance que chamamos 'morte'.

Acabo de retornar de um funeral.
Lindo cemitério, tinham uns viveiros lá, tinha pavão, tucano, papagaio, araras, galinhas, tartarugas, gatos, havia também um lago, com carpas.
Cemitério vertical, fica em Santos, muito lindo aquele lugar, por alguns
instantes você até se esquece do que foi fazer lá.
Mas, o impressionante, para não dizer triste, foi o número de pessoas presentes no 'evento'.
Poucas, mas, porque?
Não era uma má pessoa, nunca fez mal a ninguém, ouvia-se até que era ingênua, fácil de ser enganada. Sei lá... esperava mais gente, era uma boa pessoa, dizia que tinha amigos, viajava etc...
Uma pessoa que tem tanto dinheiro em vida, o que chamamos 'bem-sucedida', amada por quem?
Sete pessoas ao redor do padre, caixão lacrado, dizem que já estaria se decompondo, por isso as fitas adesivas lacrando a caixa de maçãs (eu já olhei por baixo dos caixões, lia-se Manzanas Argentinas), tudo verdade.
Afinal, o que se leva da vida, é a vida que a gente leva. Os amigos 'comprados' em vida, não irão durar, a família sim, sempre.
O segredo de um funeral realmente animado são os amigos conquistados apenas pela nossa sinceridade, pela alegria que possamos causar neles.
Esses sim farão do nosso funeral um sucesso.
Esse lance que chamamos 'morte' é na verdade só mais um 'evento', das inúmeras festas que daremos aos nossos amigos e familiares.
Vamos viver tudo o que há para viver, vamos nos permitir, como diz Lulu Santos.