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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Estatísticas, estado estático.


É como me encontro, dentro das estatísticas, no núcleo da crise, meu ramo não tem nada a ver com crise alguma.


Quem tem ramo é planta, não sou planta, logo não pertenço a ramo algum, não mais.


No meio de uma crise mundial como esta, procuramos algo mesmo que esse algo, cheire mais como adubo, do que flores. No momento, encontro-me nesse estado estático, quase criando raízes nesse vaso que há tempos não tem sido regado, nem reposta terra, tão pouco, mexido.


É nesta mesma situação em que estão milhares de pessoas no mundo inteiro, que eu mesma me encontro, enquanto isso, procuro algo para distrair, já que trabalhar como freelancer, dá tanta dor de cabeça, o trabalho sai com facilidade, mas o dinheiro custa a entrar, como é difícil receber...


Compensa mais eu ficar por aqui, juntando pedaços, observando o mundo ao redor, com mais tempo e olhos mais atentos, tentar dar algum sentido, um olhar com algum romance para um dia que custa a passar.


Ouço o sino dos ventos, hoje só me diz que vai fazer mais e mais calor (porque não é assim quando estou na praia?). Até o bichano caminha mais preguiçoso, no sofá meu crochê ainda por fazer, mas está a caminho um lindo vestido customizado.


O dia custa a passar quando não se tem o que fazer.


Porque não moro em um lugar bonito, à beira mar? Ah... aí sim... sentir a brisa do mar, o vento nos cabelos, nem me importo se embaraçarem ao ponto de se formarem nós intransponíveis à água, que dirá a um pente... o mar pode me bagunçar, as ondas podem me derrubar, o mar pode tudo. Porque não moro lá?


Moro aqui, preciso sobreviver. Maldito capitalismo, onde se mistura sobrevivência com dinheiro, minha vida já é muito boa. Pena precisar de dinheiro para 'sobreviver'.


Tenho uma família linda, um namorado, quase marido, maravilhoso, amigos ótimos. Minha vida é boa.


Sou bem feliz, no geral. Mesmo em estado financeiramente vegetativo, ainda assim, sou feliz. Sei valorizar as coisas boas, pois já presenciei as coisas ruins, não há nada pior do que doenças na família, presenciei isso, por pouco, sobrevivi sem maiores consequências, mas foi muito difícil.


Se todos tem saúde, digo que estamos sobrevivendo, digo ainda que devemos comemorar, sempre.


Um brinde à vida! Saúde!