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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

A má distribuição da fé

Meu pai ja dizia "Fé demais não cheira bem".
Agora entendo e questiono porque os fanáticos religiosos são tão insistentes, porque tem tanta certeza da própria razão e do absurdo de não sermos iguais a eles.
Outro dia, briguei com uma colega. Quem diabos manda que tentem converter todos ao redor?
Chegou no meu orkut uma daquelas mensagens biblicas. Respondi com um 'ateus uni-vos'.
Depois expliquei no msn. A dona da mensagem reagiu com um "ateus, han? Sou anti-cristã, mas nao atéia" (anti-cristãos que creem na biblia?).
Extendeu-se a discussão, mas trocando em miúdos. Se eu impusesse minha crença, ou descrença a todos que eu conheço, como seria? No mínimo soaria chato, impertinente, antipático.É assim que soa para mim, sempre que aqueles desocupados perdem seu tempo para fazer e enviar aqueles malditos pps com mensagens de "Deus".
É o mesmo que penso quanto aos fanáticos que entoam cantigos em locais de circulação publica, tipo trens e ônibus. O que seria do ambiente se todo mundo se impusesse? Se os da umbanda tocassem os atabaques? Se os hindús incensassem o vagão? Se os espíritas chamassem as entidades? Enfim, se cada um levasse um pouco do que rola nos cultos e missas para esses locais? Porque então, eu devo aceitar e respeitar os canticos? Eles que tem que respeitar quem vem do trabalho, cansado, com sono, querendo dormir, querendo ler um livro.
Pensem nisso, haveria mais gentileza no mundo, menos antipatia.